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09/02/2010 - 16h17 |
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Amor Platônico - na concepção popular é uma relação afetuosa que não visa interesse ou gozos materiais. Amor casto.
No Romantismo é sinônimo de amor inatingível, a satisfação vem do espírito, amar por si é o que importa. Amor fantasioso, devaneador, sonhador, romanesco, duradouro, de poeta, embora sofrido, mas sempre belo.
Na filosofia- segundo Platão, o amor não se fundamenta no interesse, mas na virtude.
No livro, “O Banquete," do filósofo grego, Platão, várias figuras da sociedade ateniense falam sobre a natureza e implicação do amor. Uma defende que o amor nos faz adotar atitudes nobres para merecermos o amado. A segunda diz que o sentimento é uma espécie de frenesi e loucura e outros como Aristófanes, classificam-no da nossa outra metade. Para o filósofo o verdadeiro amor jamais deveria ser concretizado, pois quando se ama tende-se a cultuar a pessoa amada, quando o amor se concretiza, aparecem os defeitos de caráter do ser amado.No sentido cósmico dessa filosofia quando se ama uma pessoa está se amando o universo ou vice-versa, amor genuíno, sem egoísmo. Platão ainda defendia que amor é uma escada com sete degraus. Fixar-se exclusivamente é permanecer no primeiro.
Já para nós, mortais comuns, a existência dessa forma de amar foi muito usual. Da mesma forma que no amor tradicional existem ansiedade, a espera, o calor abrasador e o desesperado palpitar do coração, indicadores que estamos amando. Habitual na adolescência, entre escolares e deles para o mestre (a), mas não quer dizer que não ocorra na juventude ou mesmo na idade madura. O amor é chama e como tal não é particularidade dessa ou daquela geração, somos atraídos pelas qualidades físicas ou psicológicas de uma pessoa. Como é um amor em que se usa o imaginário, é construído com as possibilidades que se tem pela frente. Normalmente é unilateral, mas quando ocorre entre as duas partes devem acontecer empecilhos para a concretização.
Muitas vezes se ama platonicamente por timidez, por receio de que não nos pareçamos adequados ou brilhantes para chamar a atenção da outra parte e, em outras, há problemas mais complexos de, por exemplo, um ser casado o que já envolveria conceitos e uma segunda pessoa ou filhos o que ocasionaria uma série de fatores sociais e afetivos. Neste caso, é um amor dolorosos, feito de renúncias e impossibilidades.
Com o advento da internet as pessoas iniciaram o chamado amor virtual , mas sem o desprendimento do amor platônico.Nesses tempos de "ficar" poucas pessoas se aventurariam a amar à distância, silenciosas, sem nada pedir, mas felizes por amar.
FONTES:
A VISÃO ESPIRITUAL DA RELAÇÃO HOMEM&MULHER.( entrevista com Renée Weber por Scott Minners)-ED.TEOSÓFICA.
WIKIPÉDIA-VERSÃO ESPANHOLA DA ENCICLÓPÉDIA BRITÃNICA.
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14/01/2010 - 14h12 |
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Como parte das comemorações do 97° aniversário de emancipação política de Piripiri fui visitar um recanto aprazível, agradável e de romântico bucolismo, a cachoeira do Bota Fora, em companhia da poetisa, Eliene César, Rosimary, esposa do Neguinho e do próprio que nos conduziu. Acesso dificílimo. O carro vai, até certo ponto e depois... um teste para o meu preparo físico conseguido em exercícios matinais. Trinta minutos de trilhas, caminhos tortuosos, subidas e descidas de pedras, quase sabão, matas, galhas, ravessia de riachos e vegetação ali existentes.
Aprovei-me. Subi e desci sob o olhar vigilante de Neguinho que temia uma resvalada iminente. Que nada, penso que tenho vocação para cabrito montanhês, dias antes, escalara a Cachoeira de Pirapora, em Pedro II, local, totalmente, íngreme.
O guia, Genival, rapaz simpático e falante nos encaminhava contando "causos" de assombrações e visões fantasmagóricas existentes no lugar, desde pescadores que levaram uma "lapada" de mãos invisíveis até ele e o irmão que ouviram um ronco estranho ao meio dia e zarparam amendrontados.Sobre as onças existentes conta que são mansas, só atacam bode. Imagine! Pensei em mim e Eliene, assim magrinhas, que esssa onças não nos confundam!
Muitas histórias sobre cobras, segundo ele, todas mansas.Não as vimos, graças a Deus pois, acreditar na mansidão delas é duro! Seguem histórias sobe mães-d'água que surgem e desaparecem no lago da Cachoeira, mulheres de longa cabeleira e canto ilusório. Genival informa que nunca as viu. Diz que o poço é profundo , cobre uma árvore de grande porte.
A queda -d'água é deslumbrante, convidativa a um bom banho. Àgua fria, gostosa para matar a sede e refrescar-se.
Comentam que o ponto turístico faz parte das metas do prefeito para futura exploração. Espero que se obedeça a um espírito turístico consciente, onde não reine a falta de escrúpulos de alguns, não afete a beleza do lugar, seja de uso de todos, indistintamente, não se transforme em clube campestre para as classes privilegiadas. Há também o respeito pela natureza, sem desmatamentos, queimadas e lixos que venham a comprometer as nascentes do rio.`
Piripiri é rica em lendas e tradições!
Depois de um contato tão enriquecedor como esta maravilha que nossa terra abriga, convenci-me de que, mesmo morando em Brasília desde os 17 anos, o tempo passa e eu não mudo, sou piripiriense de corpo e alma.
Texto escrito em julho/2007 |
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30/12/2009 - 22h55 |
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A todos vocês que passaram o ano comigo, lendo as minhas matérias comentado-as, um Ano Novo pleno de amor universal, que reje os povos na caminhada comum, na fraternidade que Cristo nos ensinou.
Ano do centenário de nossa terra. Uma convivência pacífica fazendo de cada um de nós,realmente um irmão, lembrando-se que o nosso direito acaba quando começa o direito de outrem.
Deixo-os iniciar o ano com Drummond
FELIZ 2010 - CLÉA REZENDE
FELIZ OLHAR NOVO
"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"
Autor: Carlos Drummond de Andrade
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14/12/2009 - 05h57 |
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CLÉA REZENDE
Vivendo o clima natalino tudo nos leva ao nascimento do Menino Jesus que veio ao mundo naquela humilde manjedoura em Belém, para mostrar aos povos esse belo exemplo de humildade e desprendimento.
As cidades se engalanam, destaca-se a decoração, o comércio aprimora novos ornamentos, as Igrejas com seus presépios, as luzes multicoloridas são símbolos que demonstram que a data mais bonita do ano se aproxima. O Natal é época para propiciar a fraternidade, a concórdia, o amor, a misericórdia, a compaixão e a caridade que Jesus pregou na sua passagem pela terra.
A humanidade não aprendeu essa lição, as guerras de propagam, o gênero humano não deteve o ensinamento de amor e perdão que Cristo ensinou. Muitos ainda se extasiam, se deleitam com o infortúnio alheio. Quanto mais desventura venha a um provável desafeto, mas o arrebatamento apodera-se do coração ávido de vingança, na truculenta sanha de um rancor que se alastra por todo o corpo.
Sempre penso no ser ultrajado como se fora uma barata que um pé raivoso, esmaga. No rebaixamento moral, no vexame, na afronta a que é submetido. O pseudotriunfante exterioriza a vitória com altivez e desdém, a sua arrogância é tão gritante quanto revoltante e não passa, muitas vezes, de uma autoafirmação. A verdade quase sempre mostra outra face.
Mas é Natal, é tempo de comemorarmos a paz, mãos dadas, pensar no Menino que nos deu exemplos de humildade, de doçura e remissão. É o Milagre da Natividade! A nossa espiritualidade cristã nos indica esperanças renovadas no homem e a sua caminhada para o bem comum.Todos nós somos iguais, imagem e semelhança do Criador. Ele está naquela manjedoura esperando o ato de boa vontade, que a fraternidade não seja um sonho, mas uma realidade entre os homens. Não há superiores e inferiores todos vêm do Pai que os acolhe nos seus braços paternais.
Que o nascimento de Cristo seja um momento de reflexão, que se pense no aniversariante, não se transforme a data no momento único de trocar-se presente, comer nababescamente e beber até o último gole, porque a alegria maior vem Daquele que chegou ao mundo para nos aproximar, nos trazer a união a convivência de irmãos, a concórdia e a luz divina.
Às autoridades, amigos conterrêneos, que " cada manhã você possa abraçar a vida; que no novo dia tenha um sonho e possa realizá-lo; que no entardecer a paz traga a noite, suas estrelas e luas no prenúncio de que outra manhã virá, transfigurada do amor e da beleza do renascimento".
PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE!
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27/11/2009 - 07h40 |
Conhecer Buriti dos Cavalos, experiência enriquecedora e surpreeendente, deu-me a noção de, como nós piripirienses,não conhecemos e nem aproveitamos o potencial de nossa terra. A visita, em companhia da poetisa,Eliene César,Helenice,Samara, Rosemary, conduzidas pelo simpático e prestativo motorista, Neguinho e sua coleção de excelentes CD's. Sempre que entro no carro , invariavelmente, põe o bolero "Angústia" que sabe ser a música de minha vida. Buriti dos Cavalos, descortina-se -se à nossa frente em todo o seu esplendor;uma chapada de verdes cocais e sítios bem oganizados.Convidamos ,Aderovaldo,genro de um dos moradores para que nos acompanhasse e orientasse a excursão.O carro ficou sob a sombra de uma árvore frondosa quando iniciamos os trinta minutos de caminhada às pedras, denominadas, tartarugas, semelhantes às de Sete Cidades.Testamos à nossa nossa resistência física, subindo e descendo pelos enormes blocos de pedra.Percorremos mais quinze minutos ao sítio com as inscrições rupestres.Ali nos aguardava uma colônia de ferozes abelhas.O guia nos recomendou silencio total para não espantá-las.As pedras apresentam-se em regular estado de conservação.Não há nenhum tipo de fiscalização e, alguns vândalos ,já garatujaram,ação essa que se, não tomadas as devidas providências , danificará o nosso patrimônio pré-histórico.Um pequeno córrego nos ofereceu a água fresquinha para aliviar o calor e o efeito dos raios solares fortíssimos , com o relógio apontando as 12h da manhã.Duas cachoeiras completam o colosso de Buriti dos Cavalos.O sobrenatural não poderia faltar.Aderovaldo conta que à noite, ouvem-se vozes estranhas próximas às inscrições e,que, se algum incauto aproximar-se será expulso pelos deuses, à pedradas.A visita nos deixou extasiadas e convictas que todo piripiriense deverá conhecer Buriti dos Cavalos e lutar por sua preservação.O almoço realizou-se no "Museu da Roça", próximo de onde estávamos mas, já ,no município de Pedro II.Admiramos a organização e o acervo desse Museu! Felicitamos ao sr.Mundote, o idealizador, à Cinira, sua filha, administradora e que oferece uma refeição saborosa. Pedro II nos dá um exemplo de como manter-se e conservar um Museu. Na foto, Cléa saudando os deuses pré-históricos. |
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