MULHERES GUERREIRAS E HEROÍNAS ROMÂNTICAS- MITO E REALIDADE Imprimir
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18/09/2008 - 06h57
Segunda Parte
 
IRACEMA- "a virgem dos lábios de mel que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira", é uma criação literária do escritor cearense, José de Alencar, romance com personagens reais, como o português, Martim Soares Moreno, e o índio Poti, que depois adotou o nome de Antônio Felipe Camarão e, fictícias, baseadas na vida dos indígenas. O romance é considerado um "poema em prosa" é também a história de guerras entre as tribos inimigas, Tabajaras e Pitiguaras. Iracema se apaixona por Martim e lhe oferece o vinho de Tupã; enquanto esse imagina estar sonhando, Iracema torna-se sua esposa. Martim recebeu o nome indígena de Coatiabo, o filho de ambos se chamou Moacir ( nascido do meu sofrimento). Consumida pela saudade do marido que partira para batalhas, Iracema veio a falecer sendo enterrada ao pé de um  coqueiro que recebeu o nome de Ceará. Moacir foi viver em Portugal com o pai, sendo o primeiro cearense a emigrar. Iracema é uma anagrama da palavra América.
 
OLGA BENÁRIO PRESTES- judia, filha de um advogado alemão com idéias avançadas, Leo Benário e de uma dama da alta sociedade que  não apoiava a escolha da filha que entrara aos 15 anos para a Juventude Comunista. Foi presa por traição em 1926, liberada pouco tempo depois. Em 1928 lidera uma investida para liberar o companheiro, Otto Braun. Em 1934 acompanha o líder comunista brasileiro, Luiz Carlos Prestes, ao Brasil  e que mais tarde lideraria a Intentona Comunista, de 1935. Ao longo da viagem, para despistar a curiosidade, passaram por marido e mulher vindo a apaixonar-se. Fracassada a Intentona foram presos separados. Grávida de sete meses, Olga, luta para ter a criança no Brasil mas o governo Vargas para vingar-se de Prestes a entrega a Gestapo, polícia nazista alemã, ficando presa na prisão feminina de Barmistrasse. Quando Anita Leocádia Prestes completou 14 meses foi retirada da mãe e entregue à avó paterna, Leocádia Prestes.Anita foi levada à câmara de gás em Bemburg onde foi executada.
 
MARIA JOAQUINA DOROTÉIA DE SEIXAS BRANDÃO- MARÍLIA DE DIRCEU- Tomás Antônio Gonzaga, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1782, aos 38 anos, retorna ao Brasil como Ouvidor de Vila Rica, hoje, Ouro Preto, posteriormente nomeado desembargador para a cidade da Bahia( Salvador). Adaptado a Vila Rica adiou o quanto pode a transferência, enamorado de uma adolescente, Maria Joaquina Dorotéia de Seixas Brandão. Nos moldes da época, o Arcadismo, cria uma pastora, Marília e um pastor, Dirceu. Preso no Rio de Janeiro por estar envolvido no Conjuração Mineira, em 1792, sai a primeira parte do livro de amor que iniciara em Vila Rica: "Marília de Dirceu". A segunda parte saiu em Moçambique, na África, para onde fora desterrado. Lá se casa com uma analfabeta rica. O poema de amor que é Marília de Dirceu acha-se dividido em unidades chamadas liras, adota a tópica do Carpe Diem (curtir o momento presente), bucolismo, mitologia, nativismo nos moldes do Arcadismo de Minas Gerais.
LIRA XVIII DE MARÍLIA DE DIRCEU ( À MARIA JOAQUINA DOROTÉIA DE SEIXAS BRANDÃO): " Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,/ fui honrado pastor da tua aldéia;/ vestia finas lãs e tinha sempre/ a minha choça do preciso cheia./Tiraram-me o casal e o manso gado,/ nem tenho a que me encoste um só cajado".
 
JULIETA CAPULET-  entre todas as lendas que falam do amor romântico sem dúvidas, Romeu e Julieta é uma das mais apaixonantes. Retirada da pena imortal de William Shakespeare, Julieta, da família Capulet e Romeu dos Montagues, rivais e inimigas desde muitos anos, motivo que não os  impossibilitou de enamorar-se. Muitos equívocos, controvérsias, desencontros não impediram o amor verdadeiro. A história se passa em Verona, na Itália. Conheceram-se numa festa. Um dia , Julieta, conta às estrelas que tem um amor proibido. Romeu, escondido, escuta e, também, se declara. Com a ajuda de Frei Lawrence, os jovens casam-se secretamente. O pai de julieta desconhecendo a situação resove casá-la com o jovem Paris. O frade amigo aconselha-a a concordar com o matrimônio e, na manhã do casamento, o religioso lhe dá uma porção que preparara para que parecesse morta. Sabedor da falsa morte da amada,  Romeu entra no jazigo onde se encontrava a moça, toma veneno e morre. Julieta ao acordar vê o seu amor morto apanha-lhe o punhal e mata-se porque não existe mais razão para viver. As duas famílias diante da tragédia tornam-se amigas.
 
Poderíamos, ainda falar de tantos romances célebres, heróínas que se notabilizaram por esses amores imortais tais como: Desirée, o amor de Napoleão, Guinevere e Lancelot, Abelardo e Heloísa, Tristão e Isolda e mulheres anônimas, no cotidiano enobrecem o amor, muitas vezes amam o mesmo homem por toda a vida  e por ele são capazes do mais heróico sacrifício. Como escreveu o célebre poeta francês, Victor Hugo: "O HOMEM É UM TEMPLO/ A MULHER UM ALTAR/ DIANTE DO TEMPLO NOS DESCOBRIMOS/ DIANTE DO ALTAR NOS AJOELHAMOS".
 
Fontes: http://fredb sites uol.com br/iracema, html
http:/www.iavmemoniardim.com.br/olga/
Rodrigues, A. Medina, Castro, Dácio A. de, Teixeira, Ivan P- Antologia da Literatura Brasileira, textos comentados, volume I- marco editorial
http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_1177.html
 
Cléa Rezende
 
A MULHER GUERREIRA E HEROÍNA ROMÂNTICA - MITO E REALIDADE Imprimir
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27/08/2008 - 20h17
PRIMEIRA PARTE
 
Muitas histórias narradas , escritas ou oral, de caráter maravilhoso são fatos históricos fantasiados pela imaginação popular ou poética, outras, reais, de grandes epopéias ou feitos heróicos, protagonizados por donzelas guerreiras e românticas, vestidas de roupas msculinas com o intuito de honrar a pátria, família ou por outros nobres ideais, ilustrando a história dos povos, lutando em campos de batalhas ou, simplesmente, inspirando ou vivendo grandes amores.

Registra a história brasileira que uma certa ANTÔNIA, em 1600, disfarçada de homem e usando o nome de Antônio Rodrigues, serviu, como soldado, no norte da África, por cinco anos, lutando contra os mouros com mostra de grande valentia e destemor. Foi obrigada a renunciar aos trajes masculinos para fugir das investidas de algumas damas apaixonadas.

MARIA ÚRSULA DE ABREU LENCASTRE, carioca,nascida em 1682, adotou o nome de Baltasar do Couto Cardoso, em1700, embarcando para Lisboa com o propósito de combater na Armada Portuguesa, como cabo, no baluarte da Madre de Deus, na fortaleza de Chauí. Após distinguir-se em várias batalhas revelou a sua condição feminina, em 1714, recebendo, mesmo assim, grandes honrarias por parte de el-rei, D. João V.

ANITA GARIBALDI - ( Ana Maria de Jesus Ribeiro), catarinense, companheira do revolucionário, Giuseppe Garibaldi, conhecida como "Heroína dos dois Mundos", mulher forte, corajosa, participou com Garibaldi nos combates realizados em Santa Catarina, Montividéu (Uruguai) e Itália; um exemplo de dedicação e destemor.

MARIA BONITA- ( Maria Gomes de Oliveira), baiana, seguiu Lampião por amor. Conheceu-o , quando separada do marido, vivia em companhia dos pais, estes, grandes admiradores do cangaceiro. Quando Virgulino Ferreira-( Lampião), reencontrou a moça foi paixão à primeira vista, resultando numa história de grande amor e lutas no cangaço. Maria integrou o bando, por oito anos, até a sua degolação pela Volante em 1938.

CHIQUINHA GONZAGA- ( Francisca Edwiges Neves Gonzaga), carioca, compositora, autora teatral e pianista, filha de um general do Exército Imperial e de uma mulata,casou-se por imposição familiar, com Jacinto Ribeiro do Amaral. Não suportando o autoritarismo do marido que a impedia a evoluir-se na música, já compositora, abandona-o, levando os filhos. Em 1867, envolveu-se com o engenheiro, João Batista que também não lhe permitia dedicar-se à musica. Separada mais uma ves, ministrou aulas de piano para sustentar os filhos.Teve muito êxito como compositora de polcas, valsas, tangos e cançonetas e o famoso Abre Alas, marchinha de carnaval. No teatro compôs música para 77 peças, em destaque a opereta de costumes: " A Corte na Roça" e "Forrobodó". Muito conhecida em Portugal onde escreveu músicas para autores locais.

JOANA D'ARC- (Jeanne d'Arc), mártir francesa , queimada viva numa fogueira sob a acusação de bruxaria, em 1431, deu a vida pela pátria. No episódio conhecido como a "Libertação de Orléans", ela comandou um exército de 4.000 homens, conseguindo a vitória. Vestia-se de homem. Séculos mais tarde foi proclamada Mártir pela Pátria e pela Fé.

Entre as mulhes famosas poderíamos citar,ainda, MARIA QUITÉRIA, JOANA ANGÉLICA, ANA NÉRY, MARIA ÚRSULA, BÁRBARA HELIODORA, MADRE TERESA DE CALCUTÁ E IRMÃ DULCE, entre outras que, em diversos campos humanos, destacaram-se me benefício da humanidade.
E AS MULHERES ANÔNIMAS, pobres, sustentando muitas vezes família nemerosa, ganhando o salário-mínimo ou menos, espancadas pelos companheiros ( olha a Lei Maria da Penha), na labuta diária no campo, em casas de família, catando lixo, ou outras atividades, são heroínas desconhecidas neste imenso Brasil de tantas injustiças sociais.
 
Por Cléa Rezende

FONTES: http://maiomoço.com/pt/canto_maior_temaaaaaaaas musicais_3, htlm;
MARKUN, PAULO, Anita Garibaldi: uma heroína brasileira, 4ª edição, São Paulo, Senac, 2000.
http//pt.wikipedia.org/wiki/Chiquinha Gonzaga.
http//pt.wikipedia.org;wiki/Joana _d'Arc.


 
Os Quilombolas Imprimir
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12/08/2008 - 14h53
A mais importante organização dos Quilombos foi , sem dúvida, o "Quilombo dos  Palmares", situado na Serra da Barriga, entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Permaneceu por mais de sessenta anos com uma população estimada em vinte mil habitantes, compostos por escravos fugidos, índios e brancos marginalizados. Viviam sob o regime de reino, com o seu soberano chamado Ganga Zumba( grande chefe). A princípio, para sobreviver, os quilombolas praticavam assaltos às fazendas e povoados; pouco a pouco começaram o cultivo da terra. A capital do Quilombo era protegida por sentinelas armadas e armadilhas com a finalidade de protegerem-se. As invasões holandesas contribuiram para reforçar os Quilombos. A ausência dos fazendeiros que fugiam do invasor determinavam a chance dos escravos que aproveitavam para escapar. Ganga Zumba fez um acordo com os brancos na tentativa de diminuir os ataques ao reduto  deixando os palmarinos enfurecidos e  acabando envenenado. O sucessor, seu sobrinho, recebeu o título de Zumbi ( uma derivação de Deus) liderando uma guerra contra os invasores ao território de Palmares. O governo pernambucano contratou , Domingos Jorge Velho, um dos bandeirantes que colonizaram o Piauí, que falhou na primeira tentativa de exterminar o Quilombo. Voltou ao ataque diante de uma população que resistiu por três anos. Do cimo da serra, Zumbi, vencido, desapareceu no fundo do abismo acompanhado de alguns dos seus generais.
Essa odisséia de Palmares inspirou outros quilombolas. Segundo o sr. Antônio José Soares, em Piripiri, temos os  oriundos da fazenda Residência, do cel Thomaz Rebello, no passado liderados por Jorge que recebeu uma gleba do antigo patrão estabelecendo-se  no povoado, Suçuarana. O seu filho, Leonardo Jorge, sucedeu o pai na liderança dos quilombolas. É ampla a sua descendência:  Pedro Leonardo, solteiro, com 80 anos, Agostinho Pereira da Cunha, João Leodoro, Venâncio, Benedita, Edvirgens, Maria do Carmo, entre outros. Adelino Josefa, com cerca de noventa anos, filho de Josefa Bernanrdo  é descendente de Benedita. Usa indumentária típica , quase sem roupa, facão na cintura. Aposentado , vive na periferia da cidade piripiriense. Contou-me, ainda,  o sr. Antônio Soares, nascido em 18.07.1957,  filho de Antonino José Soares e Francisca Maria da Conceição, esta raptada por Antonino da fazenda do cel Thomaz Rebello, (tinha a tez clara), que uma escrava de nome Leonoa, veio do Quilombo que pertenceu a Matias Rebouças, no município de Barras, assim como, os descendentes de escravos que vivem no Marinheiro e Vaquejador. O conhecido taxista, Sereno e os pais, José Tomaz e Maria de Lourdes descendem de negros puros, sem cruzamento, como, também, a família, Benigno José Soares e Páscoa e muitos outros que ali habitam. Havia uma estranha coincidência de Pedros que confundia o professor: um Pedro Leonardo e o outro, Pedro Denodó.
Em Suçuarna se vive da agricultura, criação de animais domésticos e olaria. Por antiga influência do patrão fazendeiro, professam a religião católica. Gostam do forró que ali foi introduzido por pessoas estranhas à comunidade. Antigamente havia a "briga de cacetes" um esporte violento, hoje, substituida pela paixão nacional - futebol mas, com partidas tão disputadas que necessitam de campo neutro pelos constantes atritos entre os jogadores. Entre os quilombolas predomina um grande número de solteiros, homens com mais de 40 anos que nunca se casaram. O sr. Antônio afirma que mudou muito o processo de discriminação racial. O negro está mais integrado na  vida comunitária, pratica a sua cidadania como eleitor. Reclama que o poder público no passado prejudicou os habitantes mas, depois, com a construção de uma Escola que recebeu o nome de Leonardo há uma identidade social reconhecida. Esperamos que todos possam viver numa sociedade mais justa, onde, índios, negros e brancos tenham oportunidades iguais, cumprindo o dispositivo constitucional: "todos os brasileiros são iguais perante a lei".
 
Fontes:  Ribeiro, Tiago, Equipe BrasilEscola.com
http//www.terrabrasielra.net/folclore/regiões/3contos/quilombo.html
Soares, Antônio José, atual presidente do Sindicato  dos Trabalhadores Rurais de Piripíri-
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Por Cléa Rezende

Tags:  Colunas Cléa e você Os Quilombolas
 
SRA ANTÔNIA FLOR- UM CRIME BÁRBARO Imprimir
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14/07/2008 - 20h31
zprhj1x1.jpgTrabalhadora rural octogenária, residente do lugar, Gameleira, no município de Piripiri, ANTÕNIA FLOR, que era posseira há 50 anos na gleba de terra onde trabalhava, resistiu corajosamente às muitas tentativas de despejo e foi assassinada por jaguços, em sua residência, no dia 01.12.1984.
 
z10zqqra1.jpgOs assassinos pediram comida, dona Antônia, por não ter o que oferecer-lhes deu-lhes beiju com café. Ao virar-lhes as costas foi crivada de balas, uma anciã perder a vida por uma pequena gleba de terra  num país de dimensões continentais, pela ganância de fazendeiro inescrupuloso, crime que clama aos céus pedindo vingança porque, na terra de tantas injustiças sociais, certamente,  uma idosa, pobre, ficará apenas como dados estatísticos. Felizmente a terra foi desapropriada e voltou para os seus herdeiros. Aleluia!!!
Recordando a barbaridade cometida transcrevo o poema 'Canção de Amor e Morte, do poeta teresinense, Paulo Machado:
 
'Antônia Flor - flor da gameleira-
toda manhã lavrava a terra
com a 'sabença' de quem conhecia
o sabor agridoce dos araçás.
 
Antônia Flor- flor da gameleira-
na cinzetura da tarde, guardava
no aprisco, cabritos e borregos
da fúria profana dos carcarás.
 
Antônia Flor-flor da gameleira-
aos oitent'anos tonha os olhos acesos
a alumiar, como os olhos de maracajás.
 
Antônia Flor- flor da gameleira-
fez do amor à terra sua peleja,
sua crença. sua razão de bem-viver.
 
Antônia Flor- flor da gameleira
teve o corpo crivado de balas-
à sombra de uma velha ingazeira.
 
Carpideiras puxaram excelências
e tiranas, com a notícia da morte
a correr nos estirões das veredas.'
 
             Piripiri, nunca mais!!!!


 
"Piripiri,cidade do meu coração és tu meu pedaço de chão". Imprimir
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30/06/2008 - 11h12
Nos primórdios de nossa história sesmaria concedida a Antônio Fernandes de Macedo em 20.01.1777, data Botica , registrada em fl.56v. do Livro Primeiro. Terra inexplorada com alguns primeiros fazendeiros habitando  a região antes que chegasse o sacerdote parnaibano , Domingos de Freitas e Silva que teve papel destacado nas lutas organizadas em Parnaíba pela independência do Brasil  como um dos corifeus( informação dada pelo historiador Pereira da Costa). Em 1844, padre Freitas inicia o cultivo das terras adquiridas na fazenda Piripiri, onde criava gado e  no sítio Anajás com a instalação de engenho de cana para fabrico de caçhaça. A casa da fazenda e a capela em honra a N.S.dos Remédios forama as primeiras edificações de nossa história.Com uma visão futurista ,em 1855, faz a primeira Reforma Agrária no Piauí dividindo as suas terras a quem quisesse edificar e iniciando ,ele próprio como professor, as primeiras classes de letras e latim.
O desenvolvimento do povoado foi promissor, em 25 de agosto de 1860 foi elevado a Distrito de Paz.Em 1862 o fundador faz o seu testamento contemplando os cinco filhos com a companheira Lucinda Rosa de Sousa, os sete de Jesuína Francisca da Silva. Coube a esta a terça parte dos seus bens já que Lucinda Rosa falecera em 1840. O ilustre sacerdote faleceu em 26.12.1868, vítima de câncer( 140 anos). Em 16.08.1870, pela Resolução 698. o Distrito é elevado à Freguesia porém, civilmente, anexado ao município de Piracuruca. Conferiu-se o título de Vila à Freguesia de Peripery pela Lei Provincial 849, de 16.06.1874, sendo instalada a 18 de setembro do mesmo ano.
 
Pela Lei 570 publicada em 04 de julho de 1910, o governador do Estado do Piauí, Antonino Freire da Silva, eleva a Vila à categoria de cidade. A lei diz:
 
"Faço saber a todos os seus habitantes que a Câmara decreta e eu promulgo a presente Lei:
 
ARTIGO 1- Fica elevada à categoria de cidade a Vila de Peripery, deste estado. Parágrafo único- Os limites da atual cidade serão os mesmos especificados em Lei 224 de 17.07.1900, que restabeleceu os limites do município de Peripery, discriminados na Resolução 698, de 16.081870 que elevou o povoado daquele nome à categorai de Freguesia e, posteriormente, à categoria de Vila, a saber:
 
Para o o lado de Piracuruca os mesmos limites dados ao antigo Distrito de Paz, criado pela Resolução 509 de 25.08.1860, os quais estendem-se do lugar Satisfeito ao Salitre e Fazenda Cachoeira e dali ao Sítio do Meio e extrema com o município de Itamaraty.
 
Para o lado do Itamaraty, os lugares, Duvidosa, Serrinha,Olha d'Agua Grande, Caraúbas, Jardim, Vereda Comprida, Carcandas, Criolis, Sitiozinho e Sítio Romão, excetuando-se o lugar Buriti Grande, encravado na data Carcandas e que continua a pertencer ao município de Itamaraty.
 
Para o lado de Campo Maior, Tapera que fica pertencendo ao município de Peripery até os lugares Montividéu e Tapera daí à fazenda Umburana.
 
Para o lado de Campos Sales, os lugares , São Paulo, Poços e Caretas, e daí  o rio dos Matos.
 
ARTIGO 2- Revogam-se as disposições em contrário.
 
 Secretaria do Governo do Estado do Piauí, em Teresina, 04 de julho de 1910., 24° ano da República.
Ass: Antonino Freire da Silva- Matias Olímpio de Melo.
 
Intendente( prefeito) De Piripiri: cel. Thomaz Rebello de Oliveira Castro.
Vice-Intendente: João de Freitas e Silva.
 
Atualmente Piripiri é uma cidade em grande destaque no Estado do Piauí com o trabalho dos seus filhos que a tornaram a terceira em importância no inteior piauiense.
 
PARABÉNS MINHA TERRA, MEU TORRÃO QUERIDO, CHÃO DOS MEUS ANTEPASSADOS , DE UMA HISTÓRIA QUE ORGULHA E ENALTECE A TODOS OS SEUS CIDADÃOS.


 
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Comentários

Parada cívica em Piripiri reún...
gostaria de destacar o colégio Christus. com lind...
Parada cívica em Piripiri reún...
Parabéns para todas as escolas e aos outro grupos...
Rosas e super beijo para Hella...
amooooorrrr... Muito obrigada pelas felicitações...
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