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13/04/2010 - 22h45 |
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Na época da fabulosa "Banda Municipal Euterpe Piripiriense" a retreta era constante. Músicos com os seus uniformes vistosos desfilavam pelas manhãs domingueiras, da residência do meu avô, Lolô Freitas, ele e o maestro Chico Ângelo, regendo. Os seus melodiosos sons animavam as retretas no coreto da Praça da Bandeira ou no adro da Igreja Matriz, ao romper da alvorada, no toque do meio-dia e ângelus, em época de festejos, dias santificados e domingos, desde os tempos dos lampiões e da energia tocada a geradores que apagava às 22.00. Os mais velhos lembram saudosos as valsas que desfilavam: Momentos Felizes do maestro batalhense, mestre Fabiano, Branca, Aurora, Tardes de Lindóia, do compositor Zequinha de Abreu, Destino Desfolhou de Gastão Lamounier e Mauro Rossi, Ave Maria de Erothides de Campos, entre outras, os dobrados que são a mais significativa lembrança dessa Banda de grandes músicos como os citados Chico Ângelo, Lolô Freitas, maestro, José Cardoso, Basilo, Mestre Binha, Gonçalo Custódio, José Ângelo, Manoel Reclame, Josino entre muitos outros que passaram por ali.
As moças circulavam em torno à Banda enquanto os rapazes vinham em direção oposta ao som da retreta. A separação se fazia espontânea entre os sexos e as classes sociais que nunca se misturavam. Tempos de muitos preconceitos e tabus! A velha praça da época passou por muitas modificações marcadas por algumas administrações. Cada prefeito deu o seu toque. Antes se chamara Praça da Independência para a atual, Praça da Bandeira.
A princípio, antes do calçamento e posterior asfalto, em terra simples, era adornada de tamarineiros e ingazeiras
e a presença da casa sede da fazenda "Piripiri", terras do fundador, PE. Freitas, hoje, mutilada,vendo-se apenas os alicerces e a mudança constante de comércio dando aquele ar de desprezo e desdém que mancha a nossa história no limiar do seu centenário de emancipação. Por ali devem passar os fantasmas de moradores da Casa
e antigos frequentadores da Praça escondidos atrás do obelisco que, pouco lembra, aquele colocado pelo prefeito, Nelson Rezende, em homenagem ao centenário da fundação. Palco de grandes manifestações políticas, estudantis, religiosas e cívicas, a Praça da Bandeira não escuta mais retretas. Piripiri não tem Banda, ou tem a Ordem Buriti, que capenga próxima ao estertor. Quase não se apresenta. Depois da Euterpe, Piripiri, ficou estigmatizada, as Bandas não prosperam.
Passaram o tempo da retreta, os jovens de outrora, os jardins de antanho, as músicas eruditas na amplificadora da Paróquia do gosto apurado do vigário, Raul Formiga. Atualmente, pouco ou nada se sabem sobre retretas, os maestros, os músicos e a Euterpe Piripiriense, todos amargando um ostracismo injusto e cruel para o legado que deixaram.
Por que Piripiri nunca firma uma Banda a exemplo das vizinhas, Barras e Piracuruca? Estigmatizou-se na terra do já teve? Conformismo humilhante e revoltante. Avante, Piripiri, demo-nos às mãos e lutemos contra este atraso cultural. |
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22/03/2010 - 13h21 |
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Neste tempo quaresmal em que nós, católicos, nos preparamos para rememorar a Paixão e Morte do Senhor, época de meditação para o mistério do amor sublime que derramou o seu sangue para redimir o mundo, uma "volta da consciência, do espírito", sobre nós mesmos, nossa terra que se prepara para o centenário, nossas vidas cristãs, o nosso compromisso espiritual e reflexão do momento que atravessa a humanidade. Transcrevo o pensamento do Padre Gian LUigi Morgano.
TEMPO DE QUARESMA
PADRE GIAN LUIGI MORGANO
A grande meta da quaresma é a Páscoa - festa central do cristianismo, ponto alto do ano litúrgico. Neste tempo assumimos percorrer com Jesus, o caminho da provação e da cruz e vamos recebendo a força e a alegria do seu Espírito para proclamarmos a vitória da vida, enquanto lutamos contra todas as forças de violência, de injustiça e morte que, dolorosamente persistem no mundo. Cada celebração, deve ser uma forte experiência desta caminhada pascal, para que possamos fazer de nossa vida uma páscoa contínua.
1. Caminhada catecumenal: A quaresma é, por excelência , um tempo batismal. A liturgia da Palavra da quaresma do Ano A (2002) constitui-se num valioso itinerário de fé e adesão crescente,consciente e livre, ao projeto de Jesus. Nos dois primeiros domingos, a liturgia apresenta Jesus como aquele que vence o mal, e por isso é glorificado por Deus no Tabor, antes mesmo de Ele enfrentar a"hora das trevas" e, nos outros domingos, as grandes "catequeses batismais"de João ( cap.4, 9 e 11).As primeiras leituras, com textos do AT narram fatos significativos da História da Salvação( pecado de Adão, vocação de Abraão, Moisés e a água da rocha, Davi e a visão dos ossos em Ezequiel) e formam um todo catequético em sintonia com os evangelhos. Com textos de grande valor teológico das cartas de Paulo, as segundas leituras também apresentam certa ligação com as primeiras leituras e os evangelhos.Nossa vida torna-se , então, uma oferta de louvor, um sacrifício espiritual que apresentamos continuamente ao Pai , em união com Jesus, o servo pobre e sofredor.E, assim, por ele, com ele e nele o Pai seja louvado e glorificado.
2. Caminhada de conversão: Mais do que uma simples preparação da Páscoa , a quaresma constitui-se um ensaio da vida nova no Espírito:
tempo de romper com todas as expressões de mal que existem em nós, sepultando o "homem velho";
tempo de abrir-nos à Vida sempre nova que brota da Cruz; tempo de nos tornar uma nova criatura, revestindo-nos de Jesus Cristo;
tempo de nos converter ao projeto de Deus, ouvindo e acolhendo sua Palavra, que nos propõe "buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça"(Mt 6,33);
tempo de renovar e reavivar a opção de nossa fé feita em nosso batismo, no desejo de um novo recomeço no seguimento como discípulos do Senhor. Dedicando mais tempo e densidade à oração tanto pessoal quanto comunitária fortalecendo as razões de nossa esperança.
Tomando uma atitude contra o consumismo, assumimos o jejum do autodomínio sobre nossa alimentação, nossas palavras, nossos sentimentos.E, sobretudo, com a prática do jejum verdadeiro, ou seja, a prática da justiça e da misericórdia, base da verdadeira oração, retomamos o compromisso de "volta ao primeiro amor" (Ap 2,4), na relação de aliança com Deus.
3. Conversão para a fraternidade: Como passo fundamental na caminhada pascal, a dimensão comunitária da quaresma é assumida por nós pela 39 Campanha da Fraternidade:"por uma terra sem males": que sempre nos pede conversão e solidariedade em situações bem concretas de nossa realidade. " A solidariedade é para os povos o que a ternura é para as pessoas" ( D. Pedro Casaldáliga). Este ano, numa busca de coerência evangélica diante dos 500 anos de evangelização no Brasil , há pouco celebrados, a Igreja nos convida a colocar a fraternidade a serviço da vida e da dignidade dos povos indígenas de quem " nós podemos também aprender o sentido comunitário da vida, a valorização da terra como fonte de recursos e sobrevivência humana, o estilo de vida sóbria e solidária... É um convite a todos os cristãos para engajarem-se na esperançosa luta pela conquista e garantia dos direitos dos povos indígenas. É também uma oportunidade para compartilharmos valores,sabedoria, conhecimentos e formas de ver a realidade" (cf. Texto base CF/02).
4. Sugestões pastorais para as equipes de celebração:
Preparar o ambiente da celebração dentro de certa sobriedade: cor roxa para as vestes litúrgicas e a ornamentação da mesa da Palavra e do altar, sem flores e sem o canto do Glória e do Aleluia, o que não significa tristeza, mas um "concentrar de energias para o grande dia". O cartaz da CF/02, poderá ser ampliado e colocado em lugar de destaque, junto à cruz. Evitar pregá-lo na estante da Palavra ou no altar.
A cruz também ganha destaque e, seria bom, que ela fosse entronizada solenemente, incensada em cada celebração, ocupasse um lugar permanente e bem visível durante a quaresma e, a cada domingo enriquecida com símbolos ou ações simbólicas ligadas aos textos bíblicos ou ao tema da CF/02.
Durante a quaresma, o ato penitencial poderá receber também um destaque maior como anúncio da misericórdia de Deus e de apelo à conversão, ligado com a realidade da comunidade e a situação dos povos indígenas É bom fazê-lo diante da cruz e usar gestos, com: ajoelhar-se, inclinar-se ou o rito da aspersão, acompanhado de refrões ou cantos apropriados.Nas celebrações da Palavra, o ato penitencial, em alguns domingos, poderá ser feito após a homilia, como resposta à interpelação que a Palavra de Deus faz. Ritualizar bem a entrada da Bíblia, a proclamação das leituras, o canto do salmo e da aclamação ao evangelho.Há símbolos batismais importantes que os próprios textos Bíblicos sugerem em alguns domingos, como cruz, água,luz profissão de fé.....e que serão retomados com toda intensidade na Vigília Pascal.
O momento mais indicado pela Oração da Campanha da Fraternidade é nas preces dos fiéis, podendo ser intercalada com um refrão apropriado.
Toda esta vivência quaresmal só terá sentido como preparação da páscoa, com as celebrações do Tríduo Pascal e sobretudo da Vigília pascal, a "mãe de todas as vigílias", que por ser tão importante merece ser cuidadosamente preparada para que a páscoa do ano 2002, seja profundamente vivida pala comunidade, "como festa verdadeira e acontecimento inesquecível" !
"Celebremos a Páscoa, não com o velho fermento, nem com o fermento da malícia e da perversidade, mas com os pães sem fermento, isto é, na pureza e na verdade" ( 1 Cor 5,8).
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15/03/2010 - 09h10 |
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A Diretoria Executiva da Academia de Ciências, Artes e Letras de Piripiri-ACALPI, por ensejo do DIA Nacional da Poesia, deseja cumprimentar aos nobres poetas que enriquecem os quadros do nosso Sodalício e a todos os vates que encantam com a sua arte, enviando-lhes a mensagem de autoria da acadêmica, Cléa Rezende.
14 DE MARÇO-"DIA NACIONAL DA POESIA"
21 SE MARÇO-" DIA MUNDIAL DA POESIA"
O DIA 14 DE MARÇO , data em que se lembra o nascimento do poeta romântico baiano, Antônio Frederico de Castro Alves e instituído como o "Dia Nacional da Poesia", em sua homenagem.
A UNESCO promulgou em sua 30ª sessão da Conferência Geral o dia 21 de março como "Dia Mundial da Poesía", comemorado em mais de cem países.
Poesía, do grego"poiesis"(ação de fazer algo), pelo latim, poese+ ia, segundo, o dicionário Aurélio que acrescenta:"Poesia: aquilo que desperta o sentimento do belo, o que há de elevado, de comovente nas pessoas ou nas coisas".
A poesia demonstra o cotidiano, sentimentos negativos, o lirismo e as emoções do poeta , a miséria humana-social e questões políticas, nacionais e internacionais. Uma das artes mais difíceis dentro do conceito literário, o belo do belo, a mais elevada forma de expressar os sentimentos e trabalhar a palavra. O poeta, no seu lidar etéreo, elevado, chega perto de Deus em oração sublime.
Na Antiguidade os poemas eram cantados ao som da lira razão da denominação, "lírico", fruto da vivência amorosa do vate, um sentimento amoroso que traduz esperança, euforia, desespero, saudade, culto à morte, exaltação da natureza, sensualismo erótico, patriotismo.
Antônio Frederico de Castro Alves,nasceu em Curralinho, atualmente, Castro Alves-Ba, em 14.03.1847 e faleceu em Salvador-Ba, em 06.07.1871. Duas vertentes marcam a obra de Castro Alves:
Poesia Social- movido pelos anseios de liberdade e justiça abraça a causa do negro escravo sendo por isso alcunhado- "O Poeta dos Escravos". É uma poesia apropriada para declamação, mesclada de figuras , antíteses, hipérboles, apóstrofes e metáforas. Pertence à terceira fase do Romantismo brasileiro - "poesia condoreira", influenciada por Victor Hugo e Lamartine e simbolizada pelo condor, o albatroz e a águia, proposição de uma reforma mental, social e política no Brasil.
Poesia Lírica- idealização do amor, subjetivismo, nostalgia, arrebatamentos passionais, valores da natureza e sensualismo erótico.
Segundo alguns biógrafos do autor os poemas que apresentam o subtítulo "Dama Negra", foram escritos em louvor de Eugênia Câmara, atriz portuguesa, dez anos mais velha que ele, requisitadíssima entre a boêmia intelectual da época. Castro Alves viveu apenas 24 anos, morreu vítima de infecção no pé e de tuberculose pulmonar.
"Navio Negreiro , uma das principais poesias abolicionistas está ligada aos fatos históricos anteriores a 1888. Nas duas estrofes a seguir , o brado de revolta de Castro Alves diante da infâmia que foi o trâfego de escravos:
" Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus...
Ó mar! por que não apagas
Co'a a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!...
Existe um povo que a bandeira empresta
Para cobrir tanta infâmia e covardia!...
E deixa-a transformar-se numa festa
Em manto impuro de Bacante fria!...
Meu Deus! Meu Deus! Mas que bandeira é esta
Que imprudente na gávera tripudia?...
Silêncio! Musa! Chora, chora tanto,
Que o pavilhão se lave no teu pranto..."
Em "Adormecida" duas estrofes seguintes, Castro Alves coloca o "eu lírico" observando a sensual relação entre a moça adormecida e a natureza, aqui, masculinizada.
"Uma noite, eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão, solto o cabelo,
E o pé descalço do tapete rente...
De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos, entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face, trêmulo, beijá-la"...
Focalizando o poeta, Castro Alves, deixo a minha homenagem a todos os aedos e o seu maravilhoso trabalho, com essa fórmula tão encantada de fazer amar, sonhar e fantasiar.
Fonte: pesquisa google
Rofrigues, A. Medina- Antologia da Literatura Brasileira, marco editorial. Vol.I
Maia, João Domingues-Língua, Literatura, Redação. ea editora ática-Vol. II |
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08/03/2010 - 01h01 |
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QUE NESSE DIA INTERNACIONAL DA MULHER, VOCÊ, MINHA CONTERRÂNEA, MULHER GUERREIRA, MÃE, IRMÃ, FILHA, AMIGA, DEUS A FEZ LIVRE, VALOROSA, COMPANHEIRA DO HOMEM, O MEU DESEJO QUE O DIA LHE SEJA, TAMBÉM, DE REFLEXÃO PARA AQUELAS, EM CUJOS PAÍSES, NÃO CONHECEM O SABOR DA LIBERDADE, SÃO ESCRAVAS DA IGNORÂNCIA E BARBARIDADE, FANATISMO RELIGIOSO, O NOSSO APREÇO, RESPEITO E CARINHO.
Canção das mulheres
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Lya Luft
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22/02/2010 - 09h36 |
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Em 30.08. 1883, o santo italiano, São João Bosco, teve um sonho profético sobre a futura capital do Brasil:
“Entre os graus 15 e 20, existia um seio de terra bastante largo e longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. E então uma voz me disse, repetidamente: ‘Quando vierem escavar os minerais ocultos no meio destes montes, surgirá aqui a Terra da Promissão, fluente de leite e mel. Será uma riqueza inconcebível’.”
No mesmo ano, o patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, apresentou um projeto para mudança da capital federal e sugere o nome de Brasília para a nova cidade. Em 1892 houve a demarcação de uma área de 14.400 km2, experiência conhecida como “Quadrilátero Cruls”.
Passaram-se os anos... Já em 1922 numa nova tentativa de mudança chega a ser colocada a pedra fundamental próximo à cidade de Planaltina, no contorno do atual Distrito Federal, mas somente em 1955, Juscelino Kubitschek, num comício na cidade goiana de Jataí, assume o compromisso de mudança. Foi definitivo. Escolhido o local onde ficava o sítio Castanho.
JK era um predestinado, em 21.04.1960, Brasília é inaugurada, poderes instalados, a cúpula federal transferida do Rio de Janeiro.
A epopeia de Brasília trouxe pessoas de várias partes do Brasil e do mundo, os chamados “candangos”, somaram a sua força de trabalho para edificação da “Cidade do Terceiro Milênio”. Lúcio Costa e Oscar Niemeyer deram-lhe as figuras e formas. O Plano Piloto idealizado por Lúcio Costa tem a forma de asas de avião.
Brasília é declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade em 1987.
A princípio o governador do DF era nomeado pelo presidente da República. Áureos tempos! Somente a partir de 1990 elegeram-se o primeiro governador e deputados distritais.
Como sede da federação recebe representações diplomáticas de todo o mundo e parlamentares dos Estados brasileiros. O contingente político nascido na cidade é minoria nos cargos eletivos.
É injusto e discriminatório apontar o DF como “Ilha da Fantasia”. A cidade é formada por uma população trabalhadora, cumpridora dos seus deveres. Não é o povo de Brasília que é dado a escândalos, esses se dão na cidade tendo como partícipes pessoas oriundas de outros pontos da federação. Os chamados “Mensalão do PT”, “Sanguessugas”, “Anões do Orçamento” outras falcatruas e o próprio “Mensalâo do DEM”, não são obras de brasilienses. Essa campanha que se abate sobre Brasília é orquestrada para confundir e esconder a responsabilidade que não é do DF, os envolvidos são oriundos de outras cidades brasileiras.
Sou piauiense com muito orgulho, mas resido, estudei e trabalhei aqui, os meus filhos e netos são filhos de Brasília. Fico incomodada com as pedradas e rebato com as palavras do doce nazareno:
“AQUELES QUE NÃO TÊM PECADOS QUE ATIREM A PRIMEIRA PEDRA”.
Fonte: Pesquisa Google.
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