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19/10/2008 - 11h56 |
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Torquato Neto, piauiense, ao compor essa musica estava realmente desiludido com a nação brasileira. E baseada nessa letra, de grande protesto, que quero parabenizar toda a população do Piauí por mais um aniversario desse Estado. Povo forte, guerreiro, lutando heroicamente pela sobrevivência há 186 anos. Dificuldades? Incontáveis!
Eu, brasileiro, confesso.
Minha culpa,
Meu pecado,
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo,
Minha aflição.
Seca, falta de trabalho, falta de escolas para si e para os filhos, atendimento medico e hospitalar publico, precário. O Piauiense é um forte! Um forte lutando contra tudo, mas otimista frente à vida. Por vezes desesperado, por vezes aflito, mas crente que sempre algo ira acontecer para melhorar a vida em sua Cidade, em seu Estado, em seu País.
Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Por mais que o vento sacuda as palmeiras, o piauiense sabe que ele não será sacudido, sabe que ele enfrenta qualquer situação e que o medo ainda persiste, pois enfrentar a fome, os vendáveis da vida e a violência que parece ter se cristalizado em nosso país é assustador. Mas o medo não paralisa o piauiense, apenas o fortalece e ele continua em sua árdua missão: ter uma vida digna, cumprindo seus deveres, mas exigindo seus direitos.
A bomba explode lá fora
E agora, o que vou temer?
Oh, yes, nós temos banana.
Até pra dar e vender
Olelê, lalá
Cansado de sentir o efeito das bombas que lá fora explodem, sem ter participado de sua execução e nem ao menos acendido o estopim, não se contenta mais com as bananas para dar e vender. O piauiense quer e exige seus direitos como cidadão. Simplesmente já passou do momento do governo “lembrar-se” que o Piauí é um Estado brasileiro e assim como tal deve ser tratado com “igualdade”.
Parabéns Piauí. Parabéns Piauienses! Parabéns por esse dia!!! E continuem assim como são, povo sofrido, lutador, mas alegre com o simples fato de viver e com muito orgulho ser piauiense...
A cajuína cristalina em Teresina!!!
(Caetano Veloso)
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16/10/2008 - 19h25 |
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Nem mesmo a chuva que caiu no início da procissão fez com que as milhares de pessoas percorressem as principais ruas e avenidas de Piripiri no cortejo a Nossa Senhora dos Remédios, que acaba de se encerrar com uma celebração no Santuário da Padroeira.
Como todos os anos os fiéis seguiram a procissão com as velas acessas, rezando e cantando em honra a virgem dos Remédios, que protege todos os piripirienses.
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14/10/2008 - 15h54 |
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Os deputados estaduais Marden Meneses( PSDB) e João de Deus( PT) se desentenderam hoje( 14) durante sessão na Assembléia Legislativa do Piauí
Tudo começou quando o Marden usou a tribuna da casa e leu alguns documentos dos fazendários sobre a paralisação da categoria, nos quais o Governo é acusado de empurrar as negociações com a barriga, de usar da repressão ao movimento e de descumprir promessas feitas por ocasião da greve de advertência.
O tucano denunciou que o Governo do Estado teria autorizado empresas privadas a procederem ao trabalho dos fiscais, submetendo o Estado ao risco da sonegação fiscal. Outra denúncia foi de que uma pessoa teria morrido atropelada em conseqüência do tumulto no trânsito, depois que o Governo autorizou a polícia a liberar os caminhões, até mesmo na contramão, para passar a idéia de que não havia paralisação.
Minutos depois João de Deus usou a tribuna e rebateu as criticas do tucano e pediu que a oposição separasse as ações do partido dos trabalhadores das ações do Governo. O petista disse que a bancada governista, que inclui os parlamentares do seu partido, está à disposição para mediar um entendimento com os técnicos da Secretaria de Fazenda que se encontram em greve.
Longe das câmeras e microfones depois de seu pronunciamento, João de Deus caminhou em direção a Marden Meneses e rebateu as criticas frontalmente.
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08/10/2008 - 07h17 |
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O senador Mão Santa(PMDB) fez nesta terça-feira(07) duras críticas à atuação do governo petista nas eleições municipais. Em Parnaíba, cidade onde sua esposa Adalgisa Morais Sousa(PMDB) perdeu a disputa, o senador afirmou que houve “derrame” de dinheiro para as campanhas do PT e partidos aliados na cidade do litoral.
“Foi um descaramento do poder federal no poder municipal. Tinha dinheiro jorrando em Parnaíba, campanhas milionárias para candidatos a vereadores do PT e da base aliada”, alfinetou o senador.
Devido à sua insatisfação com o governo Lula, Mão Santa pretende se lançar à presidência do país em 2010. “Sou melhor do que esse que está aí. Acredito no trabalho. Posso ser a alternativa de melhoria do país. Caso não seja presidente, posso me candidatar a vice, a governador ou ao Senado novamente”, revelou o representante do PMDB.
O senador evitou falar sobre as projeções da sucessão governamental do Piauí em 2010. Questionado sobre quem apoiaria, se João Vicente Claudino(PTB) ou Antônio Neto(PT), os primeiros nomes cogitados, Mão Santa se esquivou. “Ainda não há nenhum compromisso do PMDB”, concluiu.
Tags: Mão Santa se lança à presidência após derrota nas urnas |
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01/10/2008 - 17h06 |
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Mesários tem até amanhã para pegar material
Cada cartório tem autonomia para definir como é entrega de material
Jornal Meio Norte
Esta quinta-feira será o último dia para a entrega de material para os presidentes de sessões eleitorais. Cada zona eleitoral decide como entregar o material aos presidentes das sessões eleitorais. Na 98a zona eleitoral, a mais nova da capital, houve a opção por entregar o material e realizar um treinamento com os presidentes.
O trabalho de escolha dos mesários começou no dia 10 de junho com as nomeações dos membros para as mesas receptoras das votações e depois disso os eleitores convocados tiveram até o dia 11 de agosto para apresentar a recusa ao juiz eleitoral. De acordo com a lei eleitoral as zonas tem até esta quinta-feira para remeter o material de votação para o presidente da seção eleitoral.
Como cada zona eleitoral é independente para entregar o material algumas optaram pela convocação por cartas, algumas pela entrega diretamente na casa do presidente de seção. A 98a zona eleitoral, a mais nova zona eleitoral de Teresina e que abrange grande parte da zona leste da capital, optou pela entrega após realização de treinamento com os presidentes de seção.
De acordo com Rossana Neiva, chefe de cartório da 98a zona eleitoral explicou que ao todo são 202 presidentes de seção que devem receber o material. Segundo a chefe de cartório faltam poucas pessoas para receber. “Na 98a zona eleitoral estamos entregando o material já para o presidente e fazendo um treinamento. Desde a semana passada estamos entregando o material e já está no final, faltando poucas pessoas para virem pegar o material”, comentou. (C.R.)
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30/09/2008 - 12h06 |
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A educação municipal de Piripiri tem recebido na gestão do Prefeito Odival Andrade uma atenção muito especial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou há dois meses atrás, o projeto de lei que cria o piso nacional do magistério destinado aos professores da educação básica, no valor de R$ 950, que entrará em vigor somente em 2010.
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29/09/2008 - 15h41 |
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Cidade do interior paulista tem 10 candidatos a vereador do Piauí
Reportagem de Caio Junqueira para a edição do Valor Enonômico desta segunda-feira, 29/09 mostra a força do voto migrante na eleição da cidade de Serrana, próxima a Ribeirão Preto. Serrana, por causa das usinas de açucar recebe há décadas muitos migrantes nordestinos, que compõem mais de 60% dos 28 mil eleitores. Nos últimos anos, chegaram também mineiros do Vale do Jequitinhonha. Com isso, a política municipal ganhou novo tom. "São os migrantes que elegem todo mundo aqui", diz o ex-prefeito Luiz Paturi (PMDB), que concorre a uma vaga na Câmara Municipal, que hoje tem quatro migrantes, três deles do Norte de Minas e um do Piauí.
A superioridade numérica dos "de fora" em comparação com os "de dentro" é um sinal da força do voto migrante. Neste ano, 31 dos 145 candidatos vieram de outros Estados. "O dia que descobrirem a força que têm, elegem um deles a prefeito", diz Nelson Cavalheiro, candidato do PT e autor da única proposta específica para o eleitor majoritário da cidade: uma feira permanente de seus produtos.
A estudante pede aos passageiros que comprem rifas para os formandos do colégio estadual "Jardim das Rosas". A manicure vende creminhos de embelezamento da Avon. O motorista é alertado para não esperar pela Neusa porque "Seu Barbosa morreu". O jovem sofre uma queda de pressão, pois tomara apenas uma xícara de café pela manhã. Basta, porém, esperar alguns minutos para que as eleições de domingo sejam o assunto principal na van que no dia que inaugura a primavera parte para a curta viagem de Serrana a Ribeirão Preto. Nela se acomodam vinte e seis pessoas, a maioria mulheres, que diariamente viajam os vinte quilômetros da rodovia que separam as duas cidades em meio a paisagem canavieira que cada vez mais marca o nordeste paulista.
O fluxo diário de pessoas que esta e outras dezenas de vans realizam é considerada relevante arma política pelos postulantes a cargos públicos em Serrana, que pagam em média R$ 20 a alguns cabos eleitorais para direcionarem as conversas a seu favor ou, sendo um dia em que a política ainda não despertou o interesse dos passageiros, tomarem a iniciativa do assunto. A opção pelas vans também revela outra face na disputa pelos votos locais. São nelas que se concentram boa parte dos migrantes nordestinos e seus descendentes que compõem os mais de 60% dos seus 38 mil habitantes e 28 mil eleitores de Serrana.
Com duas antigas usinas sucroalcoleiras, Pedra e Nova União, Serrana assiste dos anos 70 para cá uma transformação demográfica pela presença migrante com grandes efeitos no seu quadro político-eleitoral. Compõem a cena política local um clã de políticos descendentes de migrantes, a entrada de mineiros do carente Vale do Jequitinhonha atraídos por promessas eleitorais e a transferência de títulos eleitorais às vésperas da data limite em troca de trabalho e aluguéis. São campanhas com viradas eleitorais de última hora por declarações consideradas ofensivas e com chapas em que os migrantes são mantidos como coadjuvantes.
"São os migrantes que elegem todo mundo aqui", diz o ex-prefeito por dois mandatos e atual candidato a vereador Luiz Paturi (PMDB). Jaqueta do Santos nas costas, auto-intitulado "macaco velho da política" e "botequeiro"- "gosto de fazer campanha no bar"- tem, em frente à sede do único veículo de comunicação da cidade, a rádio "A Voz de Serrana", da qual é dono, uma espécie de comitê eleitoral por onde circulam seus eleitores: o simples bar Serra Azul. Nos vinte minutos de conversa, pelo menos três deles, com a cara vermelha e inchada do etanol não-combustível que consumiram, pedem-lhe mais uma dose. "Pega lá dentro, pega lá", diz.
Paturi é apontado pelos moradores como o grande incentivador da migração mineira na cidade, principalmente os que vêm de Montalvânia, no norte de Minas, divisa com a Bahia. Foi a partir de sua primeira eleição para prefeito em 1988 que o fluxo do Jequitinhonha se intensificou na cidade, atraídos com garantia de emprego e terrenos, segundo os moradores. Ele não confirma nem nega. Copo de cerveja à mão, desconversa.
O santista disputará umas das nove vagas da Câmara, atualmente composta por quatro migrantes, três deles do Norte de Minas e um do Piauí. Todos vivem na cidade há anos e compõem o grupo de migrantes já fixados na cidade, em contraposição aos migrantes que moram na cidade na safra de cana, entre maio e novembro, e os serranenses "natos", descendentes de imigrantes italianos, espanhóis e portugueses.
A equiparação numérica na Câmara dos Vereadores dos "de fora" em comparação com os "de dentro" é um sinal da força do voto migrante, já que suas candidaturas costumam ser minoritárias. Neste ano, pelo menos 31 dos 145 candidatos são de fora, sendo a maior parte do Piauí (10) e do norte de Minas (15). A contabilidade deve ser maior, já que não incluiu os filhos de migrantes nascidos na cidade.
E não é só o fato de disputarem o mesmo público que torna a campanha mais acirrada. As características do eleitor migrante, apontado pelos candidatos como assistencialistas, acabam influenciando no modo de se fazer a política local. Nascido em São Raimundo Nonato, localizada no semi-árido piauiense e até hoje o principal ponto emissor de moradores para Serrana, o vereador Dewilson dos Reis (PV), o popular Deú, analisa essas características. "É um eleitor que gosta de ser ajudado pessoalmente. Pede passagem, habilitação, gás, pede tudo. Até quem não precisa pede. Eles são caros, caríssimos", diz ele, que calcula ter sido eleito em 2004 com 90% do voto nordestino, mas que esse apoio deve ter caído para 20%. Outro desses vereadores também reclama: "Eles buscam só isso: assistencialismo. Saco de cimento, consertos. Isso vem do próprio Lula, que ensinou eles a se contentar com pouco", diz o vereador Nelson Ferreira (PPS), natural de Marilândia (MG), e morador local desde 1972.
Apesar das críticas, as campanhas dos principais candidatos a vereador se faz, de alguma maneira, por meio de ajudas e prestação de serviços a esse público. Deú participa de um mutirão de pedreiros que constrói pequenas casas para a população carente. Jovem (DEM) é eletricista e presta serviços gratuitos a quem o pede. José Augusto (PPS) é ligado ao sindicato dos trabalhadores rurais. Muitos eleitores acabam transferindo o título eleitoral mediante serviços como esses ou outras promessas. Neste ano, até a data limite para a mudança de domicílio eleitoral, 755 eleitores fizeram a alteração, sendo 146 do Piauí, 129 de Minas Gerais, 56 da Bahia, 29 de Pernambuco.
Embora nesta época haja a preocupação com os votos, o debate sobre migrantes passa ao largo da Câmara em anos não-eleitorais: nem eles freqüentam as sessões da Casa, nem há projetos específicos a eles destinados. Isso também ocorre com as candidaturas a prefeito, onde o tema migração não é tratado de forma direta. Ocorre apenas residualmente, nas abordagens feitas sobre a saturação da rede municipal de saúde e o baixo desempenho escolar nas avaliações do Ministério da Educação. A principal causa apontada para isso é a migração sazonal de cerca de 10 mil trabalhadores da cana, uma vez que muitos parentes de migrantes vêm ao município tão somente para utilizar os serviços de saúde, piores em seus Estados de origem, e outros tantos vêm com filhos para estudar nas escolas municipais, o que pressiona a oferta de serviços públicos.
Entretanto, a causa apontada -a migração- não é publicamente tratada no debate eleitoral. Um motivo é que isso acabe por atrair mais migrantes e agravar os problemas. Outro é evitar um sectarismo que poderá afundar uma candidatura. "O discurso focado nos migrantes é um pântano desconhecido. De repente como o adversário usa isso e você perde a eleição. Além disso, a maioria dos migrantes já estão incorporados na cidade há anos. Os problemas da cidade são de toda a população", afirma o médico Nelson Cavalheiro, candidato do PT neste ano e favorito na disputa. Serranense "nato", neto do emancipador do município, ele lembra episódio das últimas eleições em que o candidato considerado mais forte perdeu as eleições nos últimos dias depois que deu declarações que os adversários distorceram.
Trata-se de Antonio Aparecido Rosa, o "Cidão", ex-trabalhador rural e ex-dono de boteco, falecido em julho vítima de diabete e que fora prefeito entre 1982 e 1988 e depois entre 1993 e 1996. Foi um fenômeno político em seu tempo, por ter sido o primeiro a agregar os migrantes em uma candidatura majoritária. Embora paulista de Ipuá, seus pais eram "de fora". Sua mãe inclusive, Deolinda Rosa, dá o nome à principal avenida de Serrana. Seu primeiro mandato, entre 1983 e 1988, transformou a cidade com escolas, asfalto, avenidas, e casas populares cujas desapropriações de terrenos que a viabilizaram endividaram a cidade. Em 2004, em uma entrevista à rádio local, declarou que ajudaria os migrantes que desembarcassem na cidade sem emprego a retornassem às suas cidades de origem. Foi a senha para que seus adversários o acusassem de preconceituoso, o que o levou a amargar um terceiro lugar em uma eleição antes considerada ganha.
A derrota, porém, não foi obstáculo para que sua força política se mantivesse. Na cidade formou-se um pequeno clã ligado a ele que se mantém forte na política e tem braços no comércio: possui uma imobiliária, mercados e desfila com carrões. Todos, todavia, são avessos a entrevistas e despistam jornalistas com a mesma habilidade que tentam fazer política. Valmir Rosa, o "filho do Cidão", de 28 anos, tenta o terceiro mandato de vereador, depois de presidir a Câmara Municipal por duas vezes em mandatos de opositores e conseguir articular a colocação de um busto do pai na entrada. Pedro Vittorino, o "cunhado do Cidão", também tenta uma vaga, ao passo que sua mulher, a viúva "Cida do Cidão", estréia na política como candidata a vice em uma composição com um antigo rival, Tonhão, do DEM.
Essa, aliás, é outra característica que marca as campanhas majoritárias serranenses. Se na formação da chapa para a Câmara se busca o maior número possível de migrantes, para a prefeitura o que se faz é articular para que eles não saiam. "Sempre há um cuidado com quem comanda a política aqui para não deixar o pessoal de fora mandar na cidade. É até contraditório, porque para as proporcionais todos os partidos querem ter candidatos migrantes a vereador", afirma Neusa Carlos (PSDC), que encabeça uma das duas chapas, entre seis, com candidatos a vice oriundos de outros Estados. Seu vice é de Lago da Pedra, no Maranhão.
Esse receio é explicável pelo próprio histórico de uma cidade governada no início por descendentes de imigrantes europeus, dentre os quais integrantes da família Biagi, dona da usina da Pedra. É unânime a avaliação de que, mais cedo ou mais tarde, um migrante será alçado a chefe do Executivo. "O dia que descobrirem a força que têm, elegem o prefeito", diz Nelson Cavalheiro, que pretende, se eleito, montar uma feira permanente de produtos de migrantes na cidade. Talvez o único projeto de todos os candidatos específico para essa população.
Fonte: Caio Junqueira / Valor Econômico
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28/09/2008 - 18h32 |
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Entenda como funciona a prova de títulos em concursos
A prova de títulos é cada vez mais comum nos concursos públicos para cargos de nível médio e superior e, quanto maior a concorrência, maior peso a avaliação pode ter sobre quem vai assumir a vaga.
A avaliação de títulos ou análise curricular selecionam os candidatos que estão melhor preparados do ponto de vista de sua formação educacional e profissional. São exemplos de títulos cursos de MBA, pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado, publicação de livros ou artigos, trabalhos científicos, cursos de especialização e experiência profissional. O edital do concurso lista os títulos que fazem parte da avaliação e informa os pontos atribuídos a cada um deles.
A análise de títulos ocorre geralmente depois da prova objetiva, e os candidatos classificados na primeira etapa são chamados para apresentar os documentos de comprovação da formação educacional e profissional.
Melhora na classificação
A prova não é eliminatória, mas sim classificatória, ou seja, apenas acrescenta pontos de acordo com os títulos apresentados. Se o candidato não tem nada a apresentar, ele não é desclassificado do concurso, apenas deixa de pontuar.
“Na verdade não se trata de uma prova, apesar de os editais trazerem essa nomenclatura, mas sim de apresentação, de comprovação de títulos”, diz Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos. Segundo ele, todos os títulos que são apresentados devem ser associados com o cargo que o candidato está disputando.
“É muito comum concursos para professores e médicos incluírem essa avaliação. Outros concursos para cargos bem específicos, como para técnico e analista do Banco Central, costumam pedir títulos na área de economia e contábil”, exaplica De Lucca.
Outros concursos que pedem comprovação de títulos são para área de magistratura e Ministério Público, que exigem três anos de atividade jurídica.
De acordo com o coordenador, os pontos atribuídos aos candidatos equivalem em média a 5% do total da pontuação, incluindo a da prova objetiva.
Comprovação
De Lucca alerta para o cuidado que o candidato deve ter em comprovar os cursos e a experiência profissional. “Não adianta nada ele ter várias especializações e experiências, por exemplo, se ele não consegue comprovar tudo isso por meio de documentos.”
De Lucca ressalta que é necessário verificar no edital o que o órgão considera como comprovante. “Geralmente eles pedem diploma para comprovar graduação, não certificado de conclusão do curso. Da mesma forma, é necessário mostrar o registro na carteira profissional, não uma carta da empresa dizendo que o candidato trabalhou lá”, exemplifica.
Geralmente os editais trazem o modelo de currículo a ser preenchido, com os dados pessoais e da formação, para ser entregue junto com a documentação.
O prazo para entrega ou envio dos títulos pode variar de dois a dez dias depois do resultado da prova objetiva.
De acordo com De Lucca, o mais comum é os candidatos levarem os títulos até o local estipulado no edital dentro do prazo estabelecido após o resultado da primeira etapa. Outras formas, menos freqüentes, são levar os documentos no dia da prova objetiva ou no dia da posse do cargo.
“No dia da prova objetiva é ruim ter de levar os documentos porque pode atrasar o exame e o candidato pode ficar nervoso se determinado documento que ele levou não é aceito”, diz.
Precaução
O coordenador lembra que o candidato deve providenciar a documentação assim que sai o edital e não deixar para quando sair o resultado da prova objetiva. “É uma precaução e também uma motivação para passar no concurso”, aponta.
Em caso de dúvidas sobre tipos de cursos e de documentos comprobatórios, o candidato deve ligar para a organizadora ou para o próprio órgão o quanto antes. Assim, ele tem tempo hábil para obter os comprovantes necessários.
O candidato também deve prestar atenção quanto à forma de envio, pois pode ser por Sedex ou carta registrada AR. Em muitos casos, os editais exigem que os certificados sejam enviados como fotocópias autenticadas em cartório.
Caso não siga as regras do edital, o candidato pode perder a vaga para outro que foi tão bem quanto ele na prova objetiva, mas passou no concurso porque conseguiu pontos na análise de títulos.
Favorecimento
Para Sylvio Motta, professor de direito constitucional e editor da área de concursos da editora Campus/Elsevier, a prova de títulos é questionável e pode ser usada para favorecer os funcionários terceirizados de empresas públicas ou sociedades de economia mista, como a Petrobras.
“Se esse funcionário consegue passar na prova escrita terá vantagem na pontuação da análise de títulos, principalmente quando se trata de cargos de alta especificidade que exigem experiência e cursos específicos”, diz.
Para ele, é necessária uma legislação para a prova de títulos para evitar favorecimento e que o princípio da isonomia seja violado. “Se tem uma vaga, a titulação exclui quem tem menos pontos. É eliminação”, diz Motta.
Júlio César Hidalgo, professor de direito administrativo e constitucional da Central de Concursos, alerta que concurso público para cargo efetivo não pode ter apenas prova de títulos, pois isso viola o princípio de igualdade. “É inconstitucional. Se isso ocorrer, o Ministério Público deve ser acionado”, diz.
Segundo ele, a prova de títulos também não pode servir de critério de desempate no concurso. “Somente critérios como pontuação nas provas escritas e idade podem servir de desempate”, diz.
Justiça
Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu a uma médica do Maranhão o direito a disputar a prova de títulos do concurso para o cargo de analista judiciário (especialidade médico cardiologista) para o Tribunal de Justiça do estado.
Segundo o STJ, ela havia sido excluída da disputa por conta da interpretação do edital, em que a comissão examinadora só faria a prova de títulos se houvesse empate na primeira fase.
A médica sustentou no STJ que todos os candidatos aprovados nas provas objetivas e subjetivas deveriam ser convocados para a apresentação dos títulos. Depois disso, segundo ela, é que deveria ser dada prioridade àquele que obtivesse a maior pontuação.
G1
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27/09/2008 - 11h53 |
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A educação municipal de Piripiri tem recebido na gestão do Prefeito Odival Andrade uma atenção muito especial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou há dois meses atrás, o projeto de lei que cria o piso nacional do magistério destinado aos professores da educação básica, no valor de R$ 950, que entrará em vigor somente em 2010.
O prefeito Odival já paga R$ 861,22; e para o mês de Outubro será enviado à Câmara Municipal, uma proposta onde os professores “classe A nível 1”, vão estar recebendo o piso acima de R$ 950,00. De 2005 à Setembro de 2008, Odival Andrade já concedeu aumento de 102,79%, uma média anual acima de 25,7%. “A nossa preocupação tem sido a de ampliar a estrutura do nosso ensino municipal, qualificar os nossos profissionais em educação, melhorar a qualidade do nosso ensino, como também, melhorar sempre a remuneração dos nossos professores. Vamos estar com essa medida pagando o nosso professor, bem melhor do que o do projeto de lei sancionado pelo Presidente Lula”, disse Odival.
ASCOM
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26/09/2008 - 18h07 |
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Acontecem até o dia 27 deste mês dois cursos de Culinária Profissional em Piripiri, na região norte do Estado. Os treinamentos são realizados simultaneamente para os bares e restaurantes localizados no Açude Caldeirão e para os meios de alimentação de Piripiri.
Cada turma conta com vinte participantes entre empresários e profissionais dos estabelecimentos do setor daquela região.
"Dentro desse treinamento, que é o primeiro módulo, será trabalhada apenas a parte teórica. A parte prática será num momento seguinte", explica a gestora do Projeto Roteiro Turístico Integrado Sete Cidades e Serra da Ibiapaba, Luciana Mapurunga.
A idéia é preparar os meios de alimentação de Piripiri para bem atender os turistas que visitam a região.
Durante o curso, os participantes estão tendo informações de como planejar uma cozinha, qual a composição de cardápios, métodos de cocção, conservação, manipulação e do pré-preparo dos alimentos.
"Contratamos uma consultora em nutrição, que vai falar também sobre higiene e manipulação de alimentos, seguindo a metodologia do Programa de Alimentos Seguros – Mesa, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária", acrescenta Luciana.
Os cursos têm 20 horas/aula cada um e são ministrados pela consultora do Sebrae no Piauí Inês Melo.
O que é o PAS Mesa?
O PAS Mesa, Programa de Alimentos Seguros – Mesa, é um programa ligado à da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa e oferece diversos tipos de atividades como treinamentos e consultorias diretamente voltados para o preparo de alimentos para consumo.
O programa também desenvolve material técnico e especializado para empresas dos ramos de cozinhas industriais, hospitalares, escolares, comercial, bares e lanchonetes, entre outros segmentos.
Fonte: Sebrae
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