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Finalmente este ano consegui apreciar um pouco do tão badalado e comentado festival da terra das opalas. Estive em Pedro II no último sábado para ver de perto o festival que tanto chama atenção em todo Piauí e até mesmo fora dele.
Todas as pessoas a quem eu perguntava sobre o evento a resposta sempre era positiva. E então decidi que este ano ele não me escapava. Vi muito pouco do que o festival ofereceu, mas como bom observador, creio que dá pra escrever algumas linhas sobre o evento.
O Festival de Pedro II dá uma aula de marketing a qualquer evento do estado. Ele consegue despertar nas pessoas o desejo de estar presente no evento mesmo não gostando do que ele tem a oferecer. O posicionamento do evento diante do consumidor é algo fantástico. No Festival não estava se vendendo apenas uma boa música, gastronomia, ecoturismo etc. Estava se vendendo acima de tudo, status. As mais diversas autoridades juntamente com a alta sociedade piauiense marcaram presença no evento. Isso sem contar com os inúmeros papagaios de pirata (gente que só quer aparecer) que apareceram de todo canto. Claro que havia aqueles apreciadores de uma boa música.
 A potência que é o evento pode se perceber na própria propaganda, onde vemos a assinatura da marca Brasil. Não aquela de "um país de todos." E sim uma especialmente feita para divulgar o Brasil internacionalmente. Resumindo, é uma marca pra gringo ver. E ela estava lá, no festival de inverno de Pedro II.
A noite que passei em Pedro II me pareceu estar a quilômetros do Piauí. Todo aquele requinte, vinhos sobre as mesas, pessoas com roupas de frio etc. Tudo ali parecia distante da realidade do piauiense. Uma boa fuga. Achei até muito engraçado esta questão das vestimentas. Acho que muita gente foi pra Pedro II só para poder usar aquela roupa de frio que estava no armário há anos. Eu detesto frio, e afirmo, lá fez uma temperatura normalíssima. Passe uma madrugada ali no morro da Ana, mais precisamente no The Best, e você vai ver que é a mesma coisa.
Infelizmente não posso falar do Ecoturismo que a região oferece, nem da musicalidade do evento. Como disse antes, vi muito pouco. O show que eu mais queria ver, da Leila Pinheiro, acabei perdendo. Saindo da praça, fui conhecer o tão falado mirante do gritador. Lá em cima, muita música e gente bonita. O lugar é algo indescritível. Fantástico mesmo. Ver o sol nascer daquela altura é uma experiência que todos devem e merecem passar.
O festival de Inverno de Pedro II tem muito a ensinar a nós piripirienses. A idéia do Portal do Forró, por exemplo, é grandiosa, mas precisa do charme e simpatia do festival da terra das opalas. Enquanto vier Felipões, Solteirões, e suas adjacências, o evento será apenas mais uma festa em meio a tantas outras iguais. A presença de um Alceu Valença, uma Elba Ramalho ou um Dominguinhos, com certeza faria com que o evento se sobressaísse diante das inúmeras festas juninas que aportam nesse período.
No mais, estou indo embora, baby. Inté a próxima!

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