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Postura de JVC gera desconfiança entre seus futuros aliados |
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Publicado por George Mendes
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21/10/2008 - 16h32 |
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A conquista do maior número de prefeituras pelo PTB está levando o senador e presidente do partido no Piauí, João Vicente Claudino, a precipitar o debate sucessório 1 ano antes do prazo que tradicionalmente os partidos estipulam para dar início às articulações. Respaldado neste resultado, ele ofereceu como resposta à proposta de pacto de não deflagração do governador Wellington Dias, a declaração de que este é um assunto inevitável, porque estará na agenda de todos os dirigentes de partido. O que ocorre é que o senador não está conseguindo conter a ansiedade em conseqüência da boa performance de seu partido nas eleições municipais.
O encontro que o senador realizou na quinta-feira (09) na sede de uma das empresas do grupo Claudino com alguns deputados e prefeitos ligados a ele, porém, a pretexto de parabenizar os vencedores, acabou sendo visto como o anúncio antecipado da decisão de levar adiante o seu projeto de chegar ao Palácio de Karnak. Por análise de um dos deputados presentes, o senador foi muito vago em relação à forma como vai por em prática o plano nem se seria pela situação ou oposição. Isso acabou levando à interpretação de que o discurso de JVC carece da garantia que os líderes e as siglas com quem pretende se aliar precisam de que o projeto irá adiante.
Embora esteja comemorando o resultado das urnas, o senador João Vicente saiu das eleições debaixo de muitas queixas de candidatos eleitos de seu partido pela falta de apoio financeiro, logístico e até da presença física do líder, criando uma situação de instabilidade nas relações de seu presidente com as bases do PTB. Para quem tem um projeto político pessoal em mente não é um bom começo querer pensar num projeto maior sem cuidar antes de fortalecer suas relações com a base. Como, então, fazer o próprio partido e os futuros aliados acreditar que o projeto é viável se pode não haver reciprocidade no curso de sua execução?
Por ser um político que está iniciando agora a carreira política, João Vicente parece não ter se dado conta que as relações políticas e partidárias são construídas em forma de “mão dupla” onde a lógica é o toma lá dá cá, ou seja, quando alguém tem um projeto amplo terá de estar preparado para oferecer alguma coisa quando se busca apoio para colocá-lo em prática. Quando se tem o governo é mais fácil, quando não as exigências são maiores. Foi o que ele sentiu quando os candidatos procuraram e ele conseguia driblar o assédio. Talvez por ter agido assim neste pleito é que essa atitude está gerando, principalmente os que esperam maior compromisso em 2010, desconfiança de que o projeto da candidatura ao governo do estado seja levado até o fim.
Por Paulo Fontenele

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