A INVEJA É O ÚNICO SENTIMENTO QUE SE ALIMENTA SE SUA OCULTAÇÃO Imprimir
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Publicado por George Mendes   
17/02/2009 - 12h37
Há uma distinção, segundo o mestre Aurélio, entre a inveja e a cobiça: "a inveja, do latim, invidia, é  o desejo violento de possuir o bem alheio, desejo e pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem; a cobiça, do latim,cubiditia, é o desejo sôfrego, veemente, de possuir bens materiais, avidez, ambição desmedida".
 
Olavo de Carvalho em sua crônica "Dialética da Inveja" diz:  "a gente confessa o ódio, humilhação, medo, ciúme, tristeza, cobiça, inveja, nunca. A inveja admitida se anularia no ato, transmutando-se em competição franca ou em desistência resignada".
"O primeiro homicídio bíblico foi entre família e motivado pela inveja. Caim assassinou Abel porque Deus se agradou das primícias ofertadas por Abel"-Gn-4:3-8.
 De acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo, " a inveja e o ciúme são sentimentos inferiores que se instalam em nós sob forma de frustração, tristeza, de mal estar e de constrangimento por nos vermos miniaturizados, inferiores a alguém". 
"Jesus perdoou aos que o invejavam e até os que o traíram"- Jo-13-15-16. Já o décimo mandamento anuncia: "Não cobiçarás as coisas alheias".
 
A inveja incluída nos Sete Pecados Capitais apontados pelos teólogos, é um ranço, também, na sociedade, basta que alguém se sobressaia no campo do saber disputado pelo invejoso para que este venha com raios de morte a fim de  destruir a conquista do semelhante, por meio da injúria, da calúnia, da dissimulação, da madedicência e da difamação, move montanhas para que o outro não brilhe onde a sua inveja não consegue atingir os  objetivos. Não se destaca mas não permite que outros consigam o que nunca realizou.
"O invejoso está mais preocupado com a vida alheia do que com a sua. Ao invés de tentar progredir, em crescer tanto materialmente quanto espiritualmente, ele prefere ficar sofrendo quando vê o sucesso dos outros"- Alan Kardec. 
Sem méritos para progredir ou tentar  evoluir prefere intrometer-se na resplandescência  alheia  e ser um eterno infeliz. "Onde há inveja não pode haver amizade", afirma o poeta português, Luiz Vaz de Camões.
 A pessoa invejosa tem, também, problemas emocionais, não procurou tratamento especializado para  a baixa auto-estima, insegurança, inadequação a vida que leva.
 
O ciúme, diz o dicionário Aurélio: "  sentimento doloroso causado pelas exigências de um amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade fazem nascer em alguém".
 
A literatura mundial é pródiga em personagens ciumentos.
 
 Otelo- O Mouro de Veneza, de William Shakespeare é, talvez, o maior clássico do ciúme. Escrito por volta de 1603, com quatro personagens: Otelo, um general mouro que serve em Veneza, Desdêmona, sua esposa, o tenente Cássio e o sub-oficial Iago, narra que o protagonista, Otelo, cego de ciúmes e envenando pelo ciúme que Iago sentia, também, de Desdêmona, deixa-se levar por esse estado mórbido e assassina a inocente e honesta esposa. O autor declara que o " ciúme é um monstro de olhos verdes", a mais popular definição do ciúme.
 
Na literatura brasileira temos, entre outros, D. Casmurro, de Machado de Assis, publicado em 1899. Machado revela através do personagem, Bentinho, carcomido pelo monstro de olhos verdes, tal como Otelo, deixa pela ambiguidade, uma dúvida sobre o adultério de Capitu. Bentinho não tem a certeza de nada, arrasado pelo amor, ciúme que o deixam com uma certa "loucura", passa para o leitor a tarefa de decidir se Capitu é inocente ou culpada.
 
Concluo com a dúvida: alguém seria capaz de entender a natureza humana?
 
Fonte: pesquisa Google.


Comentarios (7)Add Comment
Alynne Rackéll
26 março, 2009
189.46.215.242
...

(INVEJA)
A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver
Há pessoas que se colocam como cães de guarda, sempre alertas ao menor ruído. Basta alguém se destacar em alguma área, por mais ínfima que seja e lá estará o invejoso, pronto para apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Uma roupa diferente, um calçado da moda ou mesmo um brico ou pulseira bem colocados, já torna-se motivo para elogios, nem sempre sinceros. As mulheres, e que me perdoem as mulheres, elas são pródigas nesse tipo de expediente.!!

"Por sua natureza e seus efeitos, o ciúme se aproxima da inveja. Porém, entre ciúme e inveja permanecem algumas diferenças. Na inveja, sentimos que outros possuem um bem que desejamos para nós, enquanto no ciúme defendemos um bem que julgamos nosso e que não desejamos ver partilhado com outrem." (Pierre Charon)
"Que monstro mais monstruoso há do que a inveja?"

PEDRO F. MELO
17 março, 2009
201.29.157.49
...

CASTRO ALVES... o grande conquistador!
Sinto-me cada dia que passa, mais motivado a acreditar naS pessoas que praticam o bém, pelo bém, Cléa nos surpreende a cada crônica que escreve, nos dá uma aula perfeita sobre o romantismo amoroso desse grande escritor...

PARABÉNS, SIMPLESMENTE!

Everardo
02 março, 2009
189.82.239.147
...

Parabens pelo espaço e pela grandiozidade do conteúdo. Soube do portal através de um amigo e estou maravilhado com tudo, devorando cada página.

Jos do Carmo
23 fevereiro, 2009
200.147.4.227
Incompreensvel natureza humana.

Acredito que ninguém é capaz de entender a natureza humana, porquanto esta é o resultado de caracteres biológiocos (genes) de seus ascendentes, bem assim, de fatores espirituais e cinscunstanciais momentâneos, próprios e de terceiros, que o circundam pessoalmente ou não. Enfim, infindáveis são as situações fáticas ou materias aptas a influenciar o comportamento e a consequente natureza humana, tornando difícil e até impossível a compreensão do sentimento humano. Isso porquê cada situação vivenciada pelo "homem", pode, e normalmente, tem reflexos e reações diversas de acordo com o estado de saúde física ou espiritual, aborrecimentos e alegrias suportadas por quem precisa responder à dinâmica da vida e suas provações. Assim, minha amiga e Professora Cléa, discordo de quem se diz compreender a natureza humana, até porque são estas mesmas pessoas que sequer conseguem compreender-se a si mesmas, sendo este, acredito, o primeiro passo para tentar enveredar pela compreensão alheia.
Forte Abraço.

Marta Elisabete Barros de Melo
20 fevereiro, 2009
201.51.37.1
A INVEJA

Pois é Cléa,dentre todos os sentimentos negativos,a inveja é o mais prejudicial.O invejoso deixa de viver sua vida,para viver a do próximo.Deixa de aproveitar as belezas do cotidiano...muitaqs vezes,deixa de acompanhar o crescimento dos filhos,pois está muito preocupado com o que fulano está fazendo,adquirindo...é um infeliz.
Quando se der conta de tudo o que perdeu,já será muito tarde...
Conheço algumas pessoas que procuram "imitar" outras em tudo...como o que inveja,geralmente tem menos posses,é um frustrado,pois,na maioria das vezes,não consegue obter o objeto de desejo.Vive mal e faz com que todos à sua volta sofram as consequências...

Lourival Oliveira e Silva
19 fevereiro, 2009
201.29.15.18
Evolução psicoespiritual humana

A autora, como sempre, aborda com riquezas de detalhes, temas que mexem com a natureza evolutiva do homem. Este, enquanto animal, mesmo primata de cérebro mais evoluído que outros, traz, em sua gênese, a obrigatoriedade de sobreviver e reproduzir e, para isso, já ao nascer tem consigo sete sementes. Todas germinarão dando árvores cujos frutos serão essenciais à sua evolução psico espiritual.
-A primeira dá o fruto da riqueza, dos bens terrenos necessários à sobrevivência, mas, no pacote vêm as taras, e, sobretudo, a inveja, a cobiça e um universo de outros sentimentos negativos;
-A segunda dá o fruto da família e da sexualidade necessário à reprodução e perpetuação da espécie, mas na prole sempre aparece um Caim dominado pela inveja ou cobiça;
-A terceira dá o fruto do poder, mas a inveja e a cobiça continuam predominantes provocando guerras entre clãs e feudos para o aumento de domínios imaginados universais;
-A quarta dá o fruto do amor, do perdão, da compreensão, da compaixão, mas também das paixões, das volúpias e das suas inconseqüências provocadas por ciúme, inveja e cobiça;
-A quinta dá o fruto da verbalização necessário a uma boa comunicação, mas esse domínio facilita as manipulações quase sempre motivadas pela cobiça e a inveja;
-A sexta dá o fruto do conhecimento e da sabedoria promovendo a conscientização de que, apesar desses sentimentos fazerem parte da evolução humana, eles podem e devem ser controlados;
-A sétima da o fruto da consciência cósmica do homem e sua holisticidade com Deus.
Criei essas figurações arbóreas tentando responder a dúvida da autora. Com elas visualiza-se que esses sentimentos negativos fazem parte da evolução humana e são necessários à sua sobrevivência, embora vistos como pecados capitais.
Parabéns à autora.

Duda Novaes
18 fevereiro, 2009
189.71.38.213
É... A Inveja MATA!

Pois é, Cléa. A natureza humana é difícil mesmo de entender, mas uma coisa é clara como água: quando se conhece certos pecados, anulam-se todas e quaisquer virtudes. Inveja mata mesmo. Mata tudo de bom que possa haver na pessoa.

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Comentários

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