| O TEMPO PASSA... EU NÃO MUDO | |||
| Publicado por Cléa Rezende | |
| 14/01/2010 - 14h12 | |
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Como parte das comemorações do 97° aniversário de emancipação política de Piripiri fui visitar um recanto aprazível, agradável e de romântico bucolismo, a cachoeira do Bota Fora, em companhia da poetisa, Eliene César, Rosimary, esposa do Neguinho e do próprio que nos conduziu. Acesso dificílimo. O carro vai, até certo ponto e depois... um teste para o meu preparo físico conseguido em exercícios matinais. Trinta minutos de trilhas, caminhos tortuosos, subidas e descidas de pedras, quase sabão, matas, galhas, ravessia de riachos e vegetação ali existentes.
Aprovei-me. Subi e desci sob o olhar vigilante de Neguinho que temia uma resvalada iminente. Que nada, penso que tenho vocação para cabrito montanhês, dias antes, escalara a Cachoeira de Pirapora, em Pedro II, local, totalmente, íngreme. O guia, Genival, rapaz simpático e falante nos encaminhava contando "causos" de assombrações e visões fantasmagóricas existentes no lugar, desde pescadores que levaram uma "lapada" de mãos invisíveis até ele e o irmão que ouviram um ronco estranho ao meio dia e zarparam amendrontados.Sobre as onças existentes conta que são mansas, só atacam bode. Imagine! Pensei em mim e Eliene, assim magrinhas, que esssa onças não nos confundam! Muitas histórias sobre cobras, segundo ele, todas mansas.Não as vimos, graças a Deus pois, acreditar na mansidão delas é duro! Seguem histórias sobe mães-d'água que surgem e desaparecem no lago da Cachoeira, mulheres de longa cabeleira e canto ilusório. Genival informa que nunca as viu. Diz que o poço é profundo , cobre uma árvore de grande porte. A queda -d'água é deslumbrante, convidativa a um bom banho. Àgua fria, gostosa para matar a sede e refrescar-se. Comentam que o ponto turístico faz parte das metas do prefeito para futura exploração. Espero que se obedeça a um espírito turístico consciente, onde não reine a falta de escrúpulos de alguns, não afete a beleza do lugar, seja de uso de todos, indistintamente, não se transforme em clube campestre para as classes privilegiadas. Há também o respeito pela natureza, sem desmatamentos, queimadas e lixos que venham a comprometer as nascentes do rio.` Piripiri é rica em lendas e tradições! Depois de um contato tão enriquecedor como esta maravilha que nossa terra abriga, convenci-me de que, mesmo morando em Brasília desde os 17 anos, o tempo passa e eu não mudo, sou piripiriense de corpo e alma. Texto escrito em julho/2007 Comentarios (3)
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Cléa Rezende será eternizada pelo conjunto de sua obra e pela sua generosidade, sobretudo pela forma com narra os acontecimentos da grande Piripirí.
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Sou um dos muitos que Não Mudaram,o tempo e sua velocidade trazem sempre pessoas até nós e suas influências sejam culturais ou não,muitas das vezes arrancam-nos e nos fazem mudanças extraordinárias,onde bons costumes,e como bons amigos e ou amigas canalizam para um novo olhar e modos de ser,mas sou privilegiado,jamais cansei de amar Piripiri,sua cultura e principalmente o Povo,que entre linhas,é único. Escreva seu Comentario
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